Loucuras da vida

 Admito que ando numa fase um pouco "emo". Há três dias que ouço Linkin Park e Evanescence e não tenho paciência para nada. Pode ser talvez por ser quase "aquela altura do mês", isso explicaria tudo.

Mas eu não teria esta fase sem motivo. Há dias em que eu simplesmente não consigo parar de ignorar o que me preocupa. E porque eu também sou deprimida há já algum tempo e tenho tentado combater este problema sozinha. Sozinha? Sim, as minhas idas ao psicólogo têm-me ajudado de pouco a nada. Quero ser feliz outra vez, mas não sei como. Só tento ser forte para não me deixar ir abaixo de novo.

Cada vez sou mais egoísta e fria com tudo à minha volta. É a minha defesa, ou isso ou querer constantemente matar-me. Aprendi que não vale a pena ter pena das pessoas porque ninguém tem pena de nós. E mesmo assim eu tenho pena dos outros ao não deixar que os meus problemas afetem ninguém, basicamente ao fingir que está tudo bem.

Parece que não aguento este mundo, todas os seus defeitos e pressões. Não aguento ter de ser diferente do que era antes para poder aguentar também este mundo. Não aguento poder não ser feliz. Eu sei que temos de ser fortes também, porque o mundo é mesmo assim, mas é sufocante. Neste momento não é "sufoco normal", é mais intenso. Presumo que é isto que se sente quando se tem depressão e não é tratada. Mas é triste eu ter de combater sozinha a minha dor, principalmente porque não sei como.

E dói ainda mais porque o ambiente à minha volta é tão tóxico que não me deixa respirar. O que posso fazer se nada está ao meu controle? Não posso controlar as confusões dos meus pais, que são causadas maioritariamente pela minha mãe. Caraças, até o Natal foi uma merda por causa dela. O meu pai não podia dizer nada porque ela picava-se toda e ficava emburrada. E o Ano Novo não foi diferente, eu é que não estava lá. Foda-se, não gosto nada da minha mãe. Diz-se toda magoada com a vida e faz-se imenso de vítima, mas é doente mental e não quer tratamento. O modo de vida dela é patológico, o pensamento, a lógica dela. Talvez por isso não lhe tenha respeito e não queira ter. Até podiam querer fazer terapia de família, mas o meu sentimento por ela está tão desfeito que sinceramente nem quero voltar a ter laços com ela. Não até ela se aperceber que não é vítima nenhuma neste mundo e que toda a gente tem culpa - até eu. Eu, por não conseguir ser melhor que ela e manter a paz. Só tento mais por causa do meu pai, que pede incansavelmente. Mas até disso eu estou farta. A mulher é maluca da cabeça e eu não tenho de aturar as loucuras dela. Por isso é que quero sair desta casa de uma vez por todas.

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